quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nos estudos do TP 5 houve bastante aproveitamento. Como sempre o material fora bastante aproveitado nas oficinas, cujo tempo foi sempre utilizado para relembrar os conteúdos estudados em casa.
Nos encontros fizemos uma recapitulação das unidades das quais discutimos “Estilística” e realizamos atividades propostas pelo TP. Veja abaixo a leitura compartilhada que realizamos e o texto de apoio que utilizamos para discussão no primeiro encontro, cujo tempo também foi utilizado para oficina 9. Nesta pedi que os alunos fizessem um apanhado geral das principais ideias contidas na unidade estudada e as expusessem em forma de cartaz. Neste dia também realizamos uma dinâmica intitulada “encontre seu par” para que pudéssemos entender melhor o que é coerência e coesão e também atividades do AA versão do aluno (aula 2 - "A poesia na música" e aula 3 "Brincando com os sons"- desta última atividade surgiram textos muito interessantes e criativos e risadas ao trabalharmos trava-línguas)

Leitura deleite: Hoje me dei conta

Hoje me dei conta de que as pessoas vivem a esperar por algoE quando surge uma oportunidadeSe dizem confusas e despreparadasSentem que não merecemQue o tempo certo ainda não chegouE a vida passaE os momentos se acumulam como papéis sobre uma mesaEstamos nos preparando para qualquer coisaMas ainda não aprendemos a viverA arriscar por aquilo que queremosA sentir aquilo que sonhamosE assim adiamos nossas vidas por tempo indeterminadoAté que a vida se encarregue de decidir por nós mesmosE percebemos o quanto perdemosE o tanto que poderíamos ter evitadoComo somos tolos em nossos pensamentos limitadosEm nossas emoções contidasEm nossas ações determinadasO ser humano se prende em si mesmoPor medo e desconfiançaVive como coisaNum mundo de coisasO tempo esperado é o agoraSua consciência lhe direcionaSeus sentidos lhe alertamE suas emoções não mais são desprezadasAntes que tudo acabeÉ preciso fazer iniciarMesmo com dor e sofrimentoAntes arriscar do que apenas sonhar
Autora Cecília Meireles

Resumindo

A Estilística é uma das disciplinas voltadas aos fenômenos da linguagem. Definindo de forma simples, é o estudo do estilo.
No domínio da linguagem, o estilo é conceituado de várias maneiras pêlos estudi­osos da Estilística. De modo geral, as definições consideram-no como o resultado da escolha dos recursos expressivos capazes de produzir os efeitos de sentido motivados pela emoção e afetividade do falante.
A Estilística estuda os valores ligados à sonoridade, à significação e formação das palavras, à constituição da frase e do discurso.
No plano sonoro, vários recursos estilísticos podem ser usados: os fonemas, o acento, a entoação, a altura e o ritmo de sílabas, palavras e frases.
A harmonia imitativa é a combinação de recursos sonoros diversos, baseados na l repetição de sons e no ritmo.
No plano da palavra, a metáfora e a metonímia constituem importantes recursos de estilo, assim como as tonalidades emotivas das palavras, que indicam a emoção,o senti­mento do falante. A formação de palavras também é uma fonte de expressividade.
Os recursos estilísticos no nível do som e da palavra estão presentes tanto no texto escrito quanto no oral.
A língua portuguesa é riquíssima em expressividade, e os recursos são numerosos. Vimos apenas alguns, ligados a quatro aspectos: som, palavra, frase e enunciação.
Embora seja comum vincular as questões de estilo ao texto literário, é preciso não esquecer que elas estão presentes em todas as variedades lingüísticas e em todos os gêneros. É certo que exemplos de alguns fatos estilísticos são mais facilmente encontrados no texto literário, como a harmonia imitativa, que é peculiar ao texto poético. Mas o desejo de expressar-se vivamente e evidenciar a afetividade é inerente ao ser humano, portanto, os elementos lógicos da linguagem sempre serão catalisados pelo sentimento do falante.
É justamente pelo caráter humano e universal das manifestações estilísticas na linguagem que uma das definições de estilo mais citadas diz que "o estilo é o homem."
A coerência de um texto não está propriamente no texto, ou na simples organização lingüística: é uma qualidade que se constrói na leitura e interpretação do: textos, sejam eles verbais ou não verbais.
A multiplicidade de experiências de mundo serve de base para compor o "quebra-cabeças" em que se constitui o texto. Quanto maior for a informação do leitor ; respeito do tema, maior sua prontidão para interpretar a continuidade de sentidos, coerência textual.
A harmonia entre as informações que servem de pistas para estabelecer essa continuidade constitui a coerência textual. Portanto, diferentes leitores, com diferentes informações prévias, com diferentes visões de mundo, podem atribuir níveis d coerência diferentes ao mesmo texto. No nível dos elementos lingüísticos, a coerência textual também depende da cooperação do leitor para estabelecer a solidariedade significativa entre as partes de um texto. Muitos subentendidos precisam ser "completados", muitos "fios conduto­res" dos raciocínios precisam ser identificados.
A partir de conhecimentos e experiências prévias também vão os elementos lingüísticos se organizando em continuidades de sentidos. Esses elementos funcionam como pistas para a construção de um mundo textual, no qual a coerência se apóia. O nível de habilidade para detectar e compreender essas pistas pode variar de leitor para leitor, de ouvinte para ouvinte; por isso, coerência não é uma questão de tudo ou nada, mas de gradação de possibilidades.
Com o domínio de habilidades de leitura desenvolve-se a consciência para as estratégias que utilizamos na apreensão dessas pistas textuais.
Nesse processo, torna-se importante o equilíbrio entre as informações que já são de conhecimento prévio do leitor e as informações novas que o texto pretende trazer.
Outro fator importante é a contextualização de informações, pois pela contextualização é possível perceber como as informações podem ser interpretadas na construção da coerência.
Em suma, é pela coerência textual que se vê - e se faz mero amontoado de palavras e um texto.
Para que um texto faça sentido, alguns termos lingüísticos colaboram com as relações de coerência. Esses termos são encarregados de "orientar" os modos como rãs informações fornecidas no texto devem ser interpretadas, marcando a interdependência entre elas.
A coesão textual refere-se, assim, às relações de sentido que se estabelecem no interior do texto.
Enquanto a coerência textual se constrói na relação entre o texto e seu contexto, coesão se constrói na inter-relação entre as partes do texto, fazendo dele um todo significativo. Por isso, dizemos que o fenômeno da coesão textual é solidário ao da coerência.
Cada um dos elementos que marca essa continuidade é chamado de elo ou laço coesivo. O encadeamento desses elos constitui a cadeia coesiva.
Na falta de marcas explícitas, a própria ordenação das ideias pode ser um i elemento de coesão; chama-se, então, coesão por justaposição.
Elos coesivos são os elementos lingüísticos que, em um texto, vão retomando as ideias para dar continuidade aos sentidos textuais. A coesão referencial é constituída por termos linguísticos que remetem ao mesmo objeto, ou referente.

OBS: No primeiro encontro também fizemos uma dinâmica que tinha como tema "o tempo de cada um" : pedi que cada um escrevesse dentro de um relógio ,desenhado com as horas ,o que faz no seu tempo real e num outro o que faria no seu tempo ideal. Depois compartilhamos o produto final.

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